Mulheres na coquetelaria: resistência!

Updated: 2 days ago


Ada Coleman


Não era fácil ser mulher nesta profissão, numa época em que o único afazer aceitável para moças “de respeito” eram as prendas do lar. Ada Coleman foi uma das poucas a furar o bloqueio masculino, no início do século 20.


Tudo leva a crer que a coquetelaria, em seus primórdios, tenha sido uma brincadeira de rapazes. Pelo menos é isso o que sugerem os nomes que chegaram até hoje, garimpados das minas e saloons do Velho Oeste. Afora a vaga menção a uma tal Santina, de Nova Orleans, nenhum outro nome feminino se destaca no século 19.


Foi só na virada do século 20 que começaram a surgir mulheres no panteão dos bartenders superstar, e a mais célebre delas foi Ada Coleman (1875-1966). Conhecida pelo apelido de “Coley”, ela ficou famosa como chefe do bar do Savoy Hotel, em Londres, posto que ocupou por mais de 20 anos.


Seu coquetel mais famoso é o Hanky Panky, uma mistura de Fernet, vermute e gim, um sucesso do cardápio do local que tinha como clientes celebridades do mundo das artes e aristocratas boêmios, como o Príncipe de Gales.


Ada permaneceu como chefe do bar do Savoy até 1926. Seu substituto no posto foi ninguém menos do que Harry Craddock, que acabava de chegar dos Estados Unidos, expulso pela Proibição, e viria a ficar conhecido como um dos papas da coquetelaria europeia.


Mas não era fácil ser mulher nesta profissão dominada por homens, numa época em que a única ocupação aceitável para moças “de respeito” eram as prendas domésticas. Muitos bares, inclusive, não permitiam a entrada de mulheres, ou as confinavam em áreas restritas, para não “incomodar” os cavalheiros. Para se ter uma ideia do machismo imperante, em seu livro “The Savoy Cocktail Book” (1930), Craddock dá a fórmula do Hanky Panky, mas omite o nome de sua criadora —por essas e outras, ele ficou conhecido também como um grande plagiador de receitas.


Foi só um pouco mais tarde que as bartenders do sexo feminino começaram a ganhar reconhecimento por seu trabalho. Em 1937, o prestigioso guia de coquetelaria do Café Royal, de Londres, já trazia crédito para cinco mulheres.


Outro guia a trazer receitas de mulheres foi o “Cocktails de Paris”, de 1929. O livro é uma divertida introdução ao mundo da coquetelaria escrita pelo comediante Georges Thénon (sob a alcunha Rip) e ilustrado pelo excepcional artista gráfico Paul Colin, um dos maiores criadores franceses de pôsteres e cartazes. Além de receitas tradicionais, o livro traz também criações de expoentes do showbiz da época, como Pepa Bonafé.



Aqui vão alguns outros nomes para você se inspirar:


NELI PEREIRA

Sócia e chefe de bar no Apotecário/Espaço Zebra

https://www.instagram.com/neli_pereira/



MICHELLY ROSSI

Chefe de bar no Fel

https://www.instagram.com/miacrash13/



ANDREA KOGA

Sócia-proprietária e chefe bartender do Nomiya

https://www.instagram.com/andreakoga/



ADRIANA FRANK

Chefe de produção no Frank Bar

https://www.instagram.com/didateodoro/



ADRIANA PINO

Consultora de bares, campeã do Brasil World Class (2018), Behind The Barrel (2016), Cocktail Journey (2015).

https://www.instagram.com/dripino/


Além desses nomes que trouxemos, temos outros inúmeros que constroem e colaboram direta e diariamente com o protagonismo feminino na mixologia. Queríamos reforçar como Night Market para que você consuma e prestigie profissionais mulheres e que seja vetor da mudança em prol de equidade na profissão tanto salarial quanto de oportunidade.


Mulherada, continuem sendo foda! Estamos juntos e saúde.


Matéria adaptada do site Drinkologista, para conferir a original é só acessar esse link.

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